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quinta-feira, 22 de abril de 2010

SAIBA MAIS SOBRE A VACINA CONTRA O H1N1 – A GRIPE SUINA




Recentemente o Governo Federal do Brasil, através do Ministério da Saúde deu inicio a campanha de vacinação contra o vírus H1N1, que ficou popularmente conhecido como Gripe Suína.

Muitas pessoas tem o costume de especular sobre assuntos que muitas vezes não são de seu conhecimento e com a popularização da internet, falsas informações podem e são muito facilmente divulgadas.

Eu recebi de um amigo, que recebeu de outro amigo (que provavelmente recebeu de outro amigo e etc) e me encaminhou um email dizendo para não tomar a vacina que contra o H1N1, pois segundo o email, seria prejudicial a saúde e podendo levar a morte. Abaixo vai um trecho do email que recebi.

“A vacina H1N1 contém mercúrio - a segunda substância mais perigosa do planeta depois do urânio! O veneno de uma cascavel é menos perigoso que o mercúrio! O Mercúrio em outras vacinas está ligado à epidemia de autismo entre crianças!
Ela contém esqualeno, uma substância que quando injetada no corpo pode fazer o sistema imunológico humano voltar-se contra si mesmo!
Ela contém células de câncer de animal que pode provocar câncer nas pessoas!
Até o governo federal não está confiante quanto à segurança da vacina H1N1, é por isso que foi dada às indústrias farmacêuticas imunidade contra ações judiciais. Isto significa que se seu filho ou esposa ficar inválido ou morrer por causa da vacina H1N1, você não poderá processar a indústria farmacêutica que fez a vacina!!!
A entrada no mercado da vacina foi acelerada, o que significa que todos os efeitos colaterais a médio e longo-prazo não são conhecidos!
Em 1976 o instituto médico afirmou que havia uma situação crítica relativa à gripe suína, quando de fato somente 5 pessoas em todo o país adoeceram com ela. A situação crítica foi uma fraude na época tal como é uma fraude agora. As pessoas começaram a morrer ou ficarem inválidas após tomarem a vacina contra a gripe suína!

As estatísticas e os fatos estão sendo manipulados para provocar pânico! O número de pessoas que supostamente estão com o H1N1 são somente estimativas, não números reais. Os testes usados para o H1N1 NÃO são aprovados pela FDA (Agência de Drogas e Alimentos dos EUA), e esses testes NÃO são confiáveis! Os poucos que supostamente morreram por causa do H1N1 também estavam com pneumonia ou outras doenças, entretanto, o instituto médico quer que você acredite que o H1N1 foi a única causa dessas mortes.
De acordo com as declarações dos Centros de Controle de Doenças, Agência de Drogas e Alimentos e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o H1N1 é uma doença moderada da qual muitas pessoas se recuperam em uma semana sem medicação!”


Como não consigo acreditar em tudo que me falam, e tambem pelo fato do texto não ter uma fonte direta, decidi procurar informações a respeito e resolvi entrar em contato com o Ministério da Saúde, através do site da campanha www.vacinacaoinfluenza.com.br para saber mais sobre a vacina e obtive a seguinte resposta:

“Caro Samuel.

A vacina contra a Influenza H1N1 é aplicada em apenas uma dose. No caso específico de crianças saudáveis maiores de seis meses a menores de dois anos, a imunização ocorre em duas etapas, com meia dosagem cada, em um intervalo de trinta dias entre cada uma. Isso também vale para crianças com doenças crônicas acima de seis meses até os nove anos.

Não existem células de câncer de animais na vacina. Confira a composição da vacina.
Composição da Vacina:
1- Sanofi Pasteur / Butantan - Sem adjuvante
Antígeno propagado em ovos, Tiomersal, cloreto de sódio, cloreto de potássio, fosfato dissódico didratado, didrogenofosfato de potássio e água para injeção.
2- GSK - Com adjuvante
Antígeno propagado em ovos, adjuvante, tiomersal, cloreto de sódio, fosfato de sódio dibásico, fosfato de potássio monobásico, cloreto de potássio monobásico, cloreto de potássio, água para injeção.
3- Novartis - Sem adjuvante
Antígeno propagado em ovos, Tiomersal, polimixina, neomicina, betapropiolactone
* Informações adicionais sobre os componentes da vacina:
Adjuvante
Adjuvante é uma substância imuno-estimulante, um composto que ajuda o corpo a encontrar e reconhecer as proteínas da vacina e produzir uma resposta imune melhor,  que não leva nenhum risco para saúde humana.
Timerosol
O tiomersal, derivado do mercúrio, presente como conservante nas vacinas, para evitar crescimento de bactérias e fungos, é encontrado em baixa concentração. Não existem evidências científicas de contaminação de pessoas expostas à substância. Inclusive existem outras vacinas, já conhecidas por todos, que possuem a substância: DPT (difteria, tétano e coqueluche), Tetravalente (difteria, tétano, coqueluche e meningite), febre amarela, Tríplice Viral (caxumba, rubéola e sarampo).
Esqualeno
Extraído do fígado do tubarão, o esqualeno é um supercomplemento alimentar, como o óleo de fígado de bacalhau e a emulsão de Scott. Não causa dano ao ser humano. É usado em vacinas como adjuvante, substância que estimula a resposta de imunização do organismo. Entre os adjuvantes, estão alguns sais de alumínio e emulsões (esqualeno e seus derivados).
Neomicina
A vacina produzida pelo Laboratório Sanofi-Pasteur contém a neomicina. Ela é um antibiótico indicado para infecção bacteriana provocada por estafilococos ou outros microorganismos susceptíveis a este princípio ativo. Na vacina, evita a proliferação de bactérias. Não prejudica o organismo.

O Ministério da Saúde adquiriu as doses da vacina contra a Influenza H1N1 de três laboratórios: Glaxo Smith Kline (GSK), SANOFI Pasteur (em parceria com o Instituto Butantan) e Novartis, que são fornecedores de vacinas para todos os países. Estes laboratórios já tinham experiência com a produção da vacina contra os vírus de Influenza sazonal (vacina administrada anualmente nos idosos no Brasil), e investiram em tecnologia num processo de preparação para a produção de uma vacina para a prevenção do vírus pandêmico (H1N1).

A vacina é segura e já está em uso em outros países, não tendo sido observada uma relação entre o uso da vacina e a ocorrência de eventos adversos graves. A OMS estima que foram distribuídas cerca de 80 milhões de doses da vacina contra a Influenza pandêmica e até o final de novembro foram vacinadas aproximadamente 65 milhões de pessoas. A grande maioria do que vem se apresentando se assemelha à vacina sazonal administrada em idosos, que são reações leves: dor local, febre baixa, dores musculares, que se resolvem em torno de 48 horas.

A vacina registra uma efetividade média maior que 95%. A resposta máxima de anticorpos se observa entre o 14º e o 21º dia após a vacinação. No Brasil, está sendo utilizada a vacina injetável, administrada por via intramuscular, ou seja, com a introdução da solução dentro do tecido muscular.

Não existe imunidade judicial das farmácia. O Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e laboratórios produtores das vacinas são responsáveis por registrar, acompanhar e avaliar os casos de eventos adversos associados à vacinação. O sistema de vigilância de eventos adversos após aplicação de vacinas do Ministério da Saúde possibilita a identificação precoce de problemas relacionados com as vacinas distribuídas gratuitamente no SUS ou comercializadas, com o objetivo de prevenir e minimizar os danos à saúde dos usuários. 

Obrigado,
Continuamos à disposição
Ministério da Saúde”

Eu imagino que muitos também tenham recebido este email, por isso decidi compartilhar destas informações com os leitores do blog para que todos tenham o maior numero de informações possíveis a respeito de algo tão serio como a vacinação da população brasileira. Que cada um tire suas próprias conclusões e decida se vai ou não tomar a vacina.

9 comentários:

La Pingoleta disse...

Não acredito muito nos maus boatos sobre a vacina da h1n1. Parece que estamos revivendo a revolta da vacina (RJ em 1904 contra a variola), tem ate um dvd que tá rolando ai sobre os iluminatis. Vamos deixar de bobagem e vamos todos nos vacinar.

DLuca Arts & Enterteinment disse...

Não é bobagem preocupar-se com a saúde, principalmente em um mundo que prioriza o lucro e ignora efeitos secundários de diversos bens de consumo como o celular, microondas, flúor (na água), alimentos genéticos e outros. Acho a preocupação excessiva e o medo ótimos meios de manipular a opinião pública para aumentar as vendas. O erro com a vacinação de 1976 é histórico e irrefutável. Não estamos livres de erros no presente. De certa forma continuamos a ajudar a "evolução" da saúde/doença no papel de cobaias voluntárias.

Robson disse...

Parabens Samuca.. continue nesse caminho cara.. jornalismo com seriedade e autenticidade. Tamo junto.. é nui...

Ministério da saúde disse...

La Pingoleta,
Parabéns pelo seu posicionamento, o Ministério da Saúde está tomando todas as providências para impedir o avanço da doença no Brasil.
Todos os testes foram feitos adequadamente. Os boatos e teorias que estão circulando na internet, são irresponsáveis e não condizem com a verdade. A vacina contra Influenza H1N1 é segura. Ela foi devidamente testada. Antes de ser aplicada aqui no Brasil, esta vacina já foi utilizada em mais de 300 milhões de pessoas no Hemisfério Norte, sem efeitos colaterais graves.

Mais informações:
fernanda.scavacini@saude.gov.br

Atenciosamente,
Ministério da Saúde

Anônimo disse...

Parece que de um tempo pra cá todo mundo acha que tudo na internet é mentira inclusive algumas informações questionáveis sobre a segurança da vacina. O fato é que há muitos médicos e cientistas ao redor do mundo como o Dr.Stephen Marini (PHD em imunologia professor da universidade de Washington) Barbara Loe Fisher (Presidente do centro americano de informaçoes sobre vacinas)Dr. Andrew Wakefield (Pesquisador e membro do Royal College of Surgeons) Dr. Kent Holtorf (especialista em doenças infecto-contagiosas)entre muitos outros que nem vou citar pq são só bobagens da internet não é mesmo?
A vacina é segura não é mesmo? Fala isso pra Desiree Jennings, entre outros, uma americana de 26 anos (é só procurar no youtube) Jarry Anton, George Mcfarland, Mattew Akara, entre muitos outros que tomaram a vacina e ganharam de presente a Síndrome de Guillain Barré... é só pesquisar que encontrarão mais informações ou novos artigos científicos que estão aparecendo a cada semana. Realmente há muitas bobagens relacionadas a vacina da gripe A, porém, tenhamos consciência do seu risco, por menor que ele seja.babod

Ministério da saúde disse...

DLucas,
A vacina contra Influenza H1N1 é segura. Ela foi devidamente testada. Antes de ser aplicada aqui no Brasil, esta vacina já foi utilizada em mais de 300 milhões de pessoas no Hemisfério Norte, sem efeitos colaterais graves.

Att,
Ministério da Saúde
fernanda.scavacini@saude.gov.br

Ministério da saúde disse...

Anônimo,
Não há nenhum registro ou comprovação de que a vacina contra Influenza H1N1 cause Síndrome de Guillain-Barré. Esta imunização já foi aplicada em mais de 300 milhões de pessoas no Hemisfério Norte, sem efeitos colaterais graves ou constatação desta síndrome! A vacina é segura e protege a população.
A Vacina é segura, e protege a população. No Hemisfério Norte, mais de 300 milhões de pessoas foram vacinadas, e não houve nenhum registro de complicação provocada pela vacina. No Brasil, já foram vacinados os profissionais de saúde, os indígenas, as crianças de 6 meses a dois anos, gestantes, portadores de doenças crônicas e boa parte dos jovens de 20 a 29 anos. Também não houve nenhum caso de complicação.
Não podemos colocar em risco a saúde pública tendo como base boatos e teorias irresponsáveis.
O Ministério da Saúde divulgou nota esclarecendo os boatos e teorias que circula na internet sobre a vacina Influenza H1N1. Para acessar o documento, clique no seguinte link: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/nota_de_esclarecimentos_de_boatos_ms_24_03.pdf .
Att,
Ministério da Saúde
fernanda.scavacini@saude.gov.br

Anônimo disse...

Em primeiro lugar e incontestavel afirmar que existem pessoas morrendo pelo h1n1, ou influenza, ou gripe suina ou qualquer outra denominação, sendo que estas pessoas nao tomaram nenhuma vacina ou nenhum tipo de medicamento para inibirem tal doença mortal. Agora que foi criada uma vacina para imunizar as pessoas evitando o aparecimento concomitante dos sintomas e da doença, existem pessoas que divulgam informações aleatorias, sem bases científicas contra a vacina.
Fica a pergunta. Será que alguém nesse planeta criaria uma vacina para devastar a humanidade? O que se ganha com isso? Se existir essa possibilidade diríamos entao que a humanidade deveria realmente ser totalmente extinta para se criar seres mais humanos e menos destrutivos.

Ministério da saúde disse...

Anônimo,
Em todas as campanhas de vacinação, realizadas pelo mundo, surgem teorias de que estas imunizações causam sérios danos ou até morte. Porém, estes fatos não são verdadeiros. Nosso país tem tradição em campanhas de vacinação. Já erradicou doenças e diminuiu os danos causados por muitas outras. A vacina é justamente para ajudar a diminuir os males provocados por um vírus que matou milhares de pessoas pelo mundo e, centenas no Brasil. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os principais efeitos colaterais da vacina são dores de cabeça, nos músculos e articulações e febre. São sintomas leves, que devem durar cerca de dois dias. Em casos mais raros, pode haver reação alérgica.

Att,
Ministério da Saúde
fernanda.scavacini@saude.gov.br

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